A missão do Yoga tradicional é a libertação do sofrimento e expansão da consciência. Oferece flexibilidade e auxilia no controle da ansiedade… mas esses aspectos derivam desse propósito.
Para o Yoga como formulado por Patanjali (200 a.C. — 400 d.C), tido como o primeiro a sistematizar essa filosofia prática, as asánas (posturas) e os pranayamas (exercícios respiratórios), dentre outras técnicas, visam à preparação para a meditação e aspirações mais profundas de libertação, como o samadhi.
Pode-se buscar o yoga para melhorar a flexibilidade, para lidar melhor com as ansiedades do dia a dia, mas esse não é o objetivo de toda a metodologia; e, para quem está começando, considero interessante conhecer o sistema para observar qual será sua experiência pessoal e até onde você irá.
O Yoga é um darsána (sistema filosófico) e cabe considerá-lo no seu aspecto não normativo. Yoga não é religião. Yoga é utilizar um sistema filosófico para se voltar para dentro. No Yoga, o objeto é o próprio sujeito.
Há sim uma ligação com o budismo em suas origens (via hinduísmo) e quem conhece os dois sistemas observa a relação: tanto o yoga quanto o budismo têm por objetivo libertar o homem do sofrimento.
O objetivo do Yoga não é curar doenças, embora possa ter efeitos benéficos para alguma condição. Trata-se de uma prática integrada com objetivo do bem-viver. Pode-se praticar o yoga tendo em vista alguns benefícios, mas o yoga é uma filosofia de vida e não um tratamento.
A experiência com o Yoga é pessoal. Dentro dos limites do bom senso, cada um entra em contato com as técnicas e absorve o que é melhor para si, o que consegue, o que faz sentido naquele momento de vida.
Mas cabe saber o objetivo do método que, em resumo, entende que o homem acaba se identificando com o que é passageiro, com os sofrimentos inerentes à luta pela sobrevivência; cabendo, portanto, libertá-lo.
